Colagem

COLAGEM
by Juliana wagner

REPASSANDO

O Encontro de Zé Pelintra com Lampião
....Um dia desses, passeando por Aruanda, escutei um conto muito interessante। Uma história sobre o encontro de Zé Pelintra com Lampião...
.....Dizem que tudo começou quando Zé Pelintra, malandro descolado na vida, tentou aproximar - se de Maria Bonita, pois a achava uma mulher muito atraente e forte, como ele gओस्तावा
Virgulino, ou melhor, Lampião, não gostou nada da história e veio tirar satisfação com o Zé:
- Então você é o tal do Zé Pelintra? Olha aqui cabra, devia te encher de bala, mas não adianta...Tamo tudo morto já! Mas escuta bem, se tu mexer com a Maria Bonita de novo, vou dá um jeito de te mandar pro inferno...
-Inferno? Hahahaha, eu entro e saiu de lá toda hora, num vai ser novidade nenhuma pra mim!_ respondeu o malandro _ Além do mais, eu nem sabia que a gracinha da "Maria" tinha um "esposo"! Então é por isso que ela vive a me esnobar!...
_Gracinha? Olha aqui cabra safado, tu dobre a língua pra falar dela, se não tu vai conhecer quem é Lampião! _ disse Virgulino puxando a peixeira, já que não era e nunca seria, um homem de muita paciência....
_Que isso homem, tá me ameaçando? Você acha que aqui tem bobo?_ e Zé Pelintra estralou os dedos, surgindo toda uma falange de espíritos amigos do malandro, afinal ele conhecia a fama de Lampião e sabia que a parada era dura
Mas Lampião que também tinha formado toda uma falange, ou bando, como ele gostava de chamar, assoviou como nos tempos de sertão e toda um "bando" de cangaceiros chegaram para participar da briga।
A coisa parecia já não ter jeito, quando um espírito simples, com um chapéu na cabeça, uma camisa branca, cabelos enrolados, chegou dizendo: ..._Oooooooxxxxxx! Mas o que que é isso aqui? Compadre Lampião põe essa peixeira na bainha! Oxente Zé, tu não mexeu com Maria Bonita de novo, foi? Mas eu num tinha te avisado, ooooxx, recolhe essa navalha, vamo conversar camaradas.....
_Nada de conversa, esse cabra mexeu com a minha honra, agora vai ter! _ Disse Lampião enfurecido!
_To te esperando olho de vidro! _ respondeu Zé Pelintra.. _Pera aí! Pela amizade que vocês dois tem por mim, "Severino da Bahia", vamo baixar as armas e vamo conversar, agora! Severino era um antigo babalorixá da Bahia, que conhecia os dois e tinha muita afeição por ambos. Os dois por consideração a ele, afinal a coisa que mais prezavam entre os homens era a amizade e lealdade, baixaram as armas.
Então Severino disse: _Olha aqui Zé, esse é o Virgulino Ferreira da Silva, o compadre Lampião, conhecido também como o "Rei do Cangaço". Ele foi o líder de um movimento, quando encarnado, chamado Banditismo ou Cangaço, correndo todo o sertão nordestino com sua revolta e luta por melhores condições de vida, distribuição de terras, fim da fome e do coronelismo, etc. Mas sabe como é, cometeu muitos abusos, acabou no fim desvirtuando e gerando muita violência......
_É, isso é verdade. Com certeza a minha luta era justa, mas os meios pelo qual lutei não foram, nem de longe, os melhores. Tem gente que diz que Lampião era justiceiro, bem...Posso dizer que num fui tão justo assim_ disse Lampião assumindo um triste semblante.
..._ Eu sei como é isso. Também fui um homem que lutou contra toda exploração e sofrimento que o pobre favelado sofria no Rio de Janeiro. Nasci no Sertão do Alagoas, mas os melhores e piores momentos da minha vida foram no Rio de Janeiro mesmo. Eu personificava a malandragem da época. Malandragem era um jeito esperto, "esguio", "ligeiro", de driblar os problemas da vida, a fome, a miséria, as tristezas, etc. Mas também cometi muitos excessos, fui por muitas vezes demais violento e, apesar de morrer e terem me transformado em herói, sei que não fui lá nem metade do que o povo diz_ dessa vez era Zé Pelintra quem perdia seu tradicional sorriso de canto de boca e dava vazão a sua angústia pessoal...
...._Ooxx, tão vendo só, vocês tem muitas semelhanças, são heróis para o povo encarnado, mas, aqui, pesando os vossos atos, sabem que não foram tão bons assim. Todos têm senso de justiça e lealdade muito grande, mas acabaram por trilhar um caminho de dor e sangue que nunca levou e nunca levará a nada.
...._É verdade... Bem, acho que você não é tão ruim quanto eu pensava Zé. Todo mundo pode baixar as armas, de hoje em diante nós cangaceiros vamo respeitar Zé Pelintra, afinal, lutou e morreu pelos mesmos ideias e com a mesma angústia no coração que nós!
... _ O mesmo digo eu! Aonde Lampião precisar Zé Pelintra vai estar junto, pois eu posso ser malandro, mas não sou traíra e nem falso. Gostei de você, e quem é meu amigo eu acompanho até na morte.
....._Oooooxxxxx! Hahahaha, mas até que enfim! Tamo começando a nos entender. Além do mais, é bom vocês dois estarem aqui, juntos com vossas falanges, porque eu queria conversar a respeito de uma coisa! Sabe o que é... E Severino falou, falou e falou... Explicando que uma nova religião estava sendo fundada na Terra, por um tal de Caboclo das Sete Encruzilhadas, uma religião que ampararia todos os excluídos, os pobres, miseráveis e onde todo e qualquer espírito poderia se manifestar para a caridade. Explicou que o culto aos amados Pais e Mães Orixás que ele praticava quando estava encarnado iria se renovar, e eles estavam amparando e regendo todo o processo de formação da nova religião, a UMBANDA...
_...é isso! Estamos precisando de pessoas com força de vontade, coragem, garra para trabalhar nas muitas linhas de Umbanda que serão formadas para prestar a caridade. E como eu fui convidado a participar, resolvi convidar vocês também! Que acham? .._Olha, eu já tenho uma experiência disso lá no culto a Jurema Sagrada, o Catimbó! Tô dentro, pode contar comigo! Eu, Zé Pelintra, vou estar presente nessa nova religião chamada Umbanda, afinal, se ela num tem preconceito em acolher um "negô" pobre, malandro e ignorante como eu, então nela e por ela eu vou trabalhar. E que os Orixás nos protejam!
...._Bem, eu num sô homem de negar batalha não! Também vou tá junto de vocês, eu e todo o meu bando. Na força de "Padinho" Cícero e de todos os Orixás, que eu nem conheço quem são, mas já gosto deles assim mesmo...
...E o que era pra transformar - se em uma batalha sangrenta acabou virando uma reunião de amigos. Nascia ali uma linha de Umbanda, apadrinhada pelo baiano "Severino da Bahia", pelo malandro mestre da Jurema "Zé Pelintra" e pelo temido cangaceiro "Lampião". Junto deles vinham diversas falange. Com o malandro Zé Pelintra vinham os outros malandros lendários do Rio de Janeiro com seus nomes simbólicos: "Zé Navalha", "Sete Facadas", "Zé da Madrugada", "7 Navalhadas", "Zé da Lapa", "Nego da Lapa", entre muitos e muitos outros. Junto com Lampião vinha a força do cangaço nordestino: Corisco, Maria Bonita, Jacinto, Raimundo, Cabeleira, Zé do Sertão, Sinhô Pereira, Xumbinho, Sabino, etc. Severino trazia toda uma linha de mestres baianos e baianas: Zé do Coco, Zé da Lua, Simão do Bonfim, João do Coqueiro, Maria das Graças, Maria das Candeias, Maria Conga, vixi num acaba mais.....
Em homenagem ao irmão Severino, o intermediador que evitou a guerra entre Zé Pelintra e Lampião, a linha foi batizada como "Linha dos Baianos", pois tanto Severino como seus principais amigos e colaboradores eram "Baianos". E uma grande festa começou ao som do tambor, do pandeiro e da viola, pois nascia ali a linha mais alegre, mais divertida e "humana" da Umbanda. Uma linha que iria acolher a qualquer um que quisesse lutar contra os abusos, contra a pobreza, a injustiça, as diferenças sociais, uma linha que teria na amizade e no companheirismo sua marca registrada. Uma linha de guerreiros, que um dia excederam - se na força, mas que hoje lutavam com as mesmas armas, agora guiados pela bandeira branca de Oxalá.
E, de repente, no meio da festa, raios, trovões e uma enorme tempestade começaram a cair. Era Iansã que abençoava todo aquele povo sofrido e batalhador, igualzinho ao povo brasileiro. A Deusa dos raios e dos ventos acolhia em seus braços todas aqueles espíritos, guerreiros como ela, que lutavam por mais igualdade e amor no nosso dia - dia.
...E assim acaba a história que eu ouvi, diretamente de um preto - velho, um dia desses em Aruanda. Dizem que Zé Pelintra continua tendo uma queda por "Maria Bonita", mas deixou isso de lado devido ao respeito que tem pelo irmão Lampião. Falam, ainda, que no momento ele "namora" uma Pombagira, que conheceu quando começou a trabalhar dentro das linhas de Umbanda. Por isso é que ele "baixa", às vezes, disfarçado de Exu..."Oxente eu sou baiano, oxente baiano eu sou Oxente eu sou baiano, baiano trabalhador Venho junto de Corisco, Maria Bonita e Lampião Trabalhar com Zé Pelintra Pra ajudar os meus irmãos...!"
Fernando Sepe

ABOLIÇÃO

Presidência da RepúblicaCasa CivilSubchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 3.353, DE 13 DE MAIO DE 1888. Declara extinta a escravidão no Brasil. A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador, o Senhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembléia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte: Art. 1°: É declarada extincta desde a data desta lei a escravidão no Brazil. Art. 2°: Revogam-se as disposições em contrário. Manda, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram, e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nella se contém. O secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comercio e Obras Publicas e interino dos Negócios Estrangeiros, Bacharel Rodrigo Augusto da Silva, do Conselho de sua Majestade o Imperador, o faça imprimir, publicar e correr. Dada no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1888, 67º da Independência e do Império. Princeza Imperial Regente.Rodrigo Augusto da Silva Carta de lei, pela qual Vossa Alteza Imperial manda executar o Decreto da Assembléia Geral, que houve por bem sanccionar, declarando extincta a escravidão no Brazil, como nella se declara. Para Vossa Alteza Imperial ver. Chancellaria- mór do Império.- Antonio Ferreira Vianna. Transitou em 13 de Maio de 1888.- José Júlio de Albuquerque ____________ _________ _________ _________ _______ FONTE: BRASIL. Leis, etc. Collecção das leis do Imperio do Brazil de 1810. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1891. v. I, p.228.

REPASSANDO...

RECEBI UM TEXTO, CUJO TÍTULO É:
CONVERSANDO SOBRE UMBANDA.
(FERNANDO SEPE)
E REPASSO PARA VOCÊS.
Umbanda é prática da caridade. Mas caridade não é colocar as pes­soas no colo e resolver os problemas delas. Caridade não é apenas consolar, mas também esclarecer.
Um­ban­da coloca inú­meras fer­ra­mentas energéticas, magís­ticas, espi­rituais e conscienciais a vossa dispo­sição. Repassem essas ferramen­tas. Fa­çam com que não apenas os mé­diuns e integrantes da corrente conhe­çam as “mirongas de umbanda”, mas as ensine, de forma simples e prática, para que a assistência também se bene­ficie, que­bran­do a dependência dela em relação aos guias. Umbanda é escla­recer...
Esclarecer também em relação ao mundo espiritual, as leis cármicas, de afinidades, etc. Esclarecer a res­peito dos Orixás, da família espiritual de cada um. Tantos são os assuntos que pode­riam ser ventilados dentro dos terreiros para melhor desen­volvimento das pes­soas. Mas os um­bandistas estão mais preo­cupados com os fenômenos, com a mani­festação, esquecendo de se voltar para a filosofia espiritualista que es­tá no âmago e na sustentação da reli­gião de Umbanda.
Lembre-se: Tem coisa que ne­nhum passe, nenhuma magia, ne­nhum banho ou defumação irá re­solver. Mas talvez uma boa con­versa, um bom livro ou apenas uma nova visão em relação à vida possa mudar. Umbanda está cheia de mila­gres e encantos. Mas esses mi­lagres e encantos são simples, acon­tecem a todo momento. Uma pena que a maioria dos homens e mulheres não têm olhos para ver...
Aconteceu na Antiga África:
Uma vez um grande sacerdote ten­tou realizar uma cerimônia para ressu­citar seu filho, um grande guerreiro mor­to em guerra. Toda tribo se reuniu para ver tamanho feitiço. No meio da cerimônia o corpo do guerreiro, sacu­diu, tremeu, estrebuchou, rolou e final­men­te se levantou. Os olhos eram vi­dra­dos, mortos. A tribo estava quieta de tanta tensão. Finalmente o corpo no­va­mente caiu morto no chão. A tribo ficou encantada. Aquele ho­mem era milagroso, capaz de ressucitar um homem, mesmo que por poucos segundos. Incrível... Em um canto da tribo, pergun­taram ao velho Meji o que ele achava de tudo aquilo:
- Ora, como alguém pode ressu­citar aquilo que nunca morreu? O mila­gre já está aí, acontecendo a todo mo­mento. O espírito livre, a realidade imor­tal dele no coração do Orixá. O maior mi­la­gre é a própria Vida. Mas vocês se per­dem naquilo que os olhos podem ver... E assim é até hoje. A maioria bus­ca por milagres, transitórios, opacos, sem vida, que nada acrescentam. Os terrei­ros de Umbanda estão cheios desses anti­gos sacerdotes vende­do­res de mila­gres, assim como de olhos obcecados por eles. Mas em todos os cantos, a pa­lavra sábia do preto-velho ainda ecoa tentando despertar alguma coisa no coração espiritual das pessoas. Onde está o milagre? No mani­festo, ou no imanifesto? No transitó­rio, ou no imortal? No finito, ou no absoluto? Na vi­são, audição, tato, paladar, olfato ou no coração?
Pense bem...
Trabalhe dentro da Lei de Um­banda, mas não faça desse trabalho um fim. Cresça, melhore, desenvol­va-se como consciência. Médium ou não, você está cheio de potenciali­dades, capaci­dades, dons. Não de­penda em tudo dos guias espirituais. Não faça dos Orixás e de seu culto, um mercado de troca de favores e vantagens. A maior riqueza que os Orixás podem doar a vocês não é acessada através de uma oferenda. Mas é sim, encontrada, no coração limpo, no terreiro simples e aconchegante que existe aí dentro, na sala de iniciação amorosa que ele É. Limpe os pés, sujos pela lama do ego, antes de entrar. Limpe as mãos, sujas pela treva da ignorância, antes de tocar e abrir o pórtico de acesso. E principalmente, vá de intenção nobre a altruísta. Vá de alma e espírito brilhando. A verdadeira iniciação dos Orixás acontece aí dentro. A todo momento. É como um milagre. Escute, ouça, sinta... Seja Um com Ele! Nisso reside todo mistério.
O que é Umbanda?
Umbanda é como aquela pérola bonita.
Não pode ser vista, pois seu brilho é capaz de cegar.
É como aquela poesia que nunca será escrita.
As palavras são pobres para descrevê-la.
É como a canção silenciosa cantada pelas estrelas.
Só o coração pode escutar.
É como a simplicidade do preto-velho. Tão natural.
É como a alegria da criança. Tão ingênua.
É como o sorriso do Exu. Tão enigmático.
Umbanda é uma imensidão de povos e culturas.
É uma imensidão de rostos.
Uma imensidão... É o Todo.
É a banda que trabalha pelo UM.
É singela assim...
Quando a individualidade desaparece
A Luz de Oxalá inunda seu ser.
Você é a Luz, A Luz é você!
Quando o amor surge como uma flor,
Os lírios de Mamãe Oxum brotam em seu coração.
Você é a Flor, A Flor é Você!
Quando a ignorância é eliminada,
As Flechas do Caçador te guiam.
O Caçador é você. A Caça também!
Quando a alma vence sua própria treva
O Raio de Xangô é vivo no espírito.
Você é o Rei, o Rei é Você!
Quando o tufão do discernimento surgir.
Não mais a sombra da alma há de te possuir.
Você é a Guerreira, a Guerreira é você
Quando as cabeças do vício forem cortadas
A Espada do guerreiro iluminará o caminho!
Você é a Senda, A Senda é Você.
Quando a cruz viva do “Velho” te marcar
O peso do mundo em suas costas cairá.
Você é Caridade, A Caridade é você!
Quando a Anciã do destino, em ti existir
Não mais mistérios hão de te possuir.
Você é o Fim e também o Começo!
Quando a estrela brilhar,
e o canto encantar Nas praias de Aruanda
a Mãe Divina você verá.
Você é a Umbanda, Umbanda é Você!
E então, no fim da jornada,
Onde os caminhos se entrecruzam,
E as Sete Encruzilhadas são contem­pladas,
O Amor que a Tudo gera lá estará!
Você é Olorum, Olorum é Você!
Assim cantava-se na velha Luanda...
Assim ainda se canta, Na querida Aruanda...
DEFINIÇÕES:

" O nome de Umbanda, que foi dado a um vigoroso movimento de luz, ordenado pelo Astral Superior, através dos Caboclos e Pretos Velhos, é termo litúrgico, sagrado, vibrado, que significa num sentido mais profundo, o conjunto das leis de Deus." W.W. da Matta e Silva

"Não cobrar, não matar, usar o branco, evangelizar e utilizar as forças da natureza - eis a Umbanda". Moab Caldas
" Os conceitos emitidos através da mediunidade de Zélio de Moraes determinaram uma linha de trabalho que será, mais hoje, mais amanhã, aquela que definirá os rumos verdadeiros da Umbanda". Floriano Manoel da Fonseca
" A doutrina da Umbanda é um sistema religioso inspirado nas leis divinas. Sua interpretação é feita pelos Guias Espirituais que a transmitem por via das comunicações mediúnicas. A lógica, a justiça e a razão são as bases dos conceitos emitidos pelas Entidades em torno de tudo o que nos rodeia na vida terrena. A doutrina umbandista é uma via de reformação humana, de espiritualização autêntica para transformar em realidade o almejado sonho de fraternidade entre os homens. Não é falsa asserção, pois é notório o resultado obtido com a doutrina ininterruptamente feita pelos espíritos missionários que se apresentam como Pretos Velhos ou Caboclos". João de Freitas
" Se a nossa missão é Umbanda, nosso dever primordial é cultuá-la com absoluta convicção, respeitando seus princípios, estudando seus fundamentos a fim de compreender os seus fins. Respeitemos as outras crenças, mas deixemo-las a cargo daqueles que a praticam. Não é certo misturar crenças e rituais. Estudemos a Umbanda, pura, simples e bela, para que possamos praticá-la conscientemente, elevando-a ao nível que merece. Umbanda é religião e ciência admirável, que apaixona quem a ela se dedica". Atila Nunes
" A Umbanda, esteira de luz a iluminar os filhos de Deus nos caminhos da trevas, chama a si todas as doutrinas evolucionistas que proclamam o Amor Universal, a imortalidade da alma e a vida futura, consagrando-se como verdadeira religião de caráter nacional". J. Alves de Oliveira

AS APARÊNCIAS ENGANAM...

MAIS UMA VEZ FALANDO DO BAOBÁ
O Baobá, é uma árvore forte, robusta, que floresce apenas uma vez durante o ano, suas flores ficam de cabeça para baixo durante alguns dias antes de secarem e caírem no chão. Parece que a espera do Baobá em florescer, seja uma coisa tão romântica como suas próprias flores. Dar uma flor de baobá à pessoa amada pode simbolizar que ela é única e que demorou muito para encontrá-la... Isso, se a flor do Baobá não tivesse um forte odor de carniça.
Isso serve para provar que as aparências enganam... As pessoas que se deixam levar pela beleza da flor do Baobá, podem ter uma surpresa ao sentir seu aroma não muito agradável; da mesma forma como as pessoas que com tanto preconceito com o cheiro da flor, se inibem em conhecê-la, e contemplar sua beleza. Ou seja, todo mundo, e qualquer coisa nesse mundo tem seu lado bom e seu lado ruim; todos nós temos nosso lado flor de Baobá... O Baobá em si, é uma árvore muito conhecida, mas ao mesmo tempo muito enigmática. Várias pessoas não conhecem ainda um Baobá, e para cada uma delas, essa árvore exuberante e cheia de mistérios, pode ter um significado diferente.
Conta a lenda, que o Baobá era uma árvore muito invejosa, tinha inveja das árvores mais bonitas, mais floridas... Tinha inveja dos ipês, com suas flores de variadas cores, tinha inveja da roseira, da sua simplicidade, tinha inveja de todas as outras árvores. Cansados de tanta inveja, os deuses, deram um castigo á árvore, virando-a de cabeça para baixo, portanto, a copa, que vemos, seria na verdade suas raízes. E suas flores que cheiram tão mal, seriam portanto, resíduos do solo, que ficam agarrados em suas raízes...
FONTE:http://www.ideiasviajantes.uniblog.com.br/
OS BAOBÁS ME ENCANTAM...