AS SETE LÁGRIMAS... DE PAI-PRETO
W.W. da Matta e Silva (Yapacani)
Foi uma noite estranha aquela noite queda; estranhas vibrações afins penetravam meu Ser Mental e o faziam ansiado por algo que pouco a pouco se fazia definir.
Era um quê desconhecido, mas sentia-o como se estivesse em comunhão com minha alma e externava a sensação de um silencioso pranto...
Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, fumando seu cachimbo, um triste preto velho chorava. De seus “olhos” molhados, esquisitas lágrimas pelas faces e seis porque contei – as… Foram sete. Na incontida vontade de saber aproximei – me e o interroguei: fala meu preto velho, diz ao teu filho por que externas assim um tão visível dor? E ele suavemente respondeu: estás vendo esta multidão que entra e sai? As lagrimas contadas estão distribuída a cada uma delas.
A PRIMEIRA, eu dei a estes indiferentes que aqui vem à busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber…
A SEGUNDA , a esses eternos duvidosos que acreditam , desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam. A TERCEIRA, distribui aos maus, aqueles que somente procuram a umbanda, em busca de vingança, desejando sempre prejudica a um seu semelhante.A QUARTA, aos frios e calculistas que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar – se dela de qualquer forma e não conhecem a palavra gratidão: A QUINTA, chega suave, tem o riso, o elogio da flor dos lábios, mas se olharem bem o seu semblante, verão escrito: creio no umbanda, nos teus caboclos e no teu zambi, mas somente se vencerem o meu caso, ou me curarem disso ou daquilo.
A SEXTA, eu dei aos fúteis que vão de centro em centro não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente. A SETIMA, filho, nota como foi grande e como deslizou pesada? Foi a ultima, aquele que vive nos “olhos” de todos os orixás. Fiz doação dessas aos médiuns vaidosos que só aparecem no centro em dia de festa e faltam as doutrinas. Esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo materno e espiritual Assim, filho meu, foi para esses todos, que vistes cair, uma a uma. As seteLágrimas de um preto velho.

Assevero que ele exagera sobre os riscos que existem além-muro. Pela maturidade, ele a segura. Pela juventudPAI Be, ela se aventura.

Dizem que ele é preto velho e só resmunga, enquanto ela, pomba- gira, gira, gira... sobre o comboio que passa.

Passa e deixa rastro.

Enquanto a pomba gira, o preto velho resmunga riscos em linha reta. Traça o perigo que juventude alguma vê.

E ele fala e fala, aos ouvidos do vento. E o vento não para. É impulsionado pela força do querer.

Sei não! De repente vi que ele desistiu. Deixou-a ir, até porque não tinha mais como prendê-la.

Arriscou inclusive, pedir proteção aos céus antes de tirar os nós do travesseiro para que, finalmente, pudesse deitar sua cabeça branca e cansada de preto velho.

Acendeu velas, muitas velas, e cada uma delas teria que lidar com sua própria chama e fazer sua própria jornada.

Lá no fundo, distante disso tudo, a serra espreitava a minha silhueta e a do preto velho com aquele olhar de silêncio profundo, enquanto o mar gargalhava em espumas. (Heleida Nobrega Metello, 2007)

************************************************** QUEM É AQUELE VELHINHO
QUE VEM NO CAMINHO ANDANDO DEVAGAR
COM SEU CACHIMBO NA BOCA
PUXANDO A FUMAÇA E JOGANDO PRO AR ELE É DO CATIVEIRO
É PAI BENEDITO, ELE É MIRONGUEIRO

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NA BAHIA TEM

VOU MANDAR

LAMPIÃO DE VIDRO, SÁ DONA

PARA CLAREAR.

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PRETO VELHO ELE VEM DE ARUANDA

ELE TRAZ FIGA DE GUINÉ, SETE VELAS,

TOALHA ENCARNADA PRA LOUVAR JESUS NAZARÉ

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EU CHORO MEU CATIVEIRO

MEU CATIVEIRO,

MEU CATVEIRÓ (BIS)

NOS TEMPOS DE ESCRAVIDÃO OH

PRETO VELHO NÃO TINHA VALOR

MANTINHA O QUE PENSAVA

E FAZIA MANDINGA PRA MILAR SENHÔ

E QUANDO CHEGVA ANOITINHA

PRETO VELHO PEGAVA O TAMBOR

SENTAVA NA SUA SENZALA

SARAVÁ OGUM

SARAVÁ PAI XANGÔ, CAÔ

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PRETO BVELHO TRABALHA SENTADO

SE FOR PRECISO TRABALHA EM PÉ

MANDINGA DE PRETO VELHO

É GALHO DE ARRUDA E FOLHA DE GUINÉ

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REPAREM QUANTO RITMO... EM PORTUGAL???

HISTÓRIA DOS ORIXÁS.

No principio quando não havia separação entre o Céu e a Terra, Oxalá e Odudua viviam juntos dentro de uma cabaça. Extremamente apertados, um contra o outro. Odudua embaixo e Oxalá em cima. Eles tinham sete anéis. À noite eles colocavam seus anéis, e, aquele que dormia por cima sempre colocava quatro anéis, e o que ficava por baixo colocava os três restantes. Um dia Odudua, deusa da Terra, quis dormir por cima Para poder usar nos dedos quatro anéis. Oxalá, o Deus do Céu, não aceitou Tal foi à luta que travaram os dois lá dentro, que a cabaça acabou por se romper em duas metades, A parte inferior da cabaça, com Odudua , permaneceu embaixo, E a parte superior com Oxalá, ficou em cima, Separando-se assim o Céu e a terra.

OXALÁ CRIA A TERRA.

No começo, o mundo era todo pantanoso e cheio dágua, Um lugar inóspito, sem nenhuma serventia. Acima dele havia o Céu, onde viviam Olorum e todos os orixás. Que às vezes desciam para brincar nos pântanos insalubres. Desciam por teias de aranha pendurada no vazio. Ainda não havia terra firme, nem o homem existia. Um dia Olorum chamou à sua presença Oxalá, o grande orixá. Disse-lhe que queria criar terra firme lá embaixo E pediu-lhe que realizasse tal tarefa. Para missão, deu-lhe uma concha marinha com terra, uma pomba e uma galinha com pés de cinco dedos. Oxalá desceu ao pântano e depositou a terra da concha sobre a terra pôs a pomba e a foram assim espalhando a terra que viera na concha. Até que terra firme se formou por toda parte. Oxalá voltou a Olorum e relatou-se o sucedido. Olorum enviou um camaleão para inspecionar a obra de Oxalá. E ele não pôde andar sobre o solo que ainda não era firme. O camaleão voltou dizendo que a terra era ampla, Mas ainda não suficientemente seca. Numa segunda viagem o camaleão trouxe a notícia de que a terra era ampla e suficientemente sólida, podendo-se agora viver em sua superfície. O lugar mais tarde foi chamado de Ifé, que dizer ampla morada. Depois Olorum mandou Oxalá de volta à terra ara plantar árvores e dar alimentos e riquezas ao homem E veio a chuva para regar as árvores. Foi assim que tudo começou. Foi ali, em Ifé, durante uma semana que quatro dias Que Oxalá criou o mundo e tudo que existe nele. Nanã fornece a lama para modelagem do homem Dizem que quando Olorum encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano,o orixá tentou vários caminhos. Tentou fazer o homem de ar, como ele. Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu. Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura. De pedra ainda a tentativa foi pior. Fez de fogo e o homem se consumiu. Tentou azeite, água e até vinho –de–palma, e nada. Foi então que Nana Burucu veio em seu socorro. Apontou para o fundo do lago com seu Ibiri seu cetro e arma, e de lá retirou uma porção de lama. Nana deu a porção de lama a Oxalá, o barro do fundo da lagoa onde morava ela, A lama sob as águas, que é Nanã Oxalá criou o homem, o modelou no barro. Com o sopro de Olorum ele caminhou. Com a ajuda dos orixás povoou a terra. Mas tem um dia que o homem morre E seu corpo tem que retornar a terra, voltar a natureza de Nanã Burucu. Nana deu a matéria no começo Mas quer de volta no final tudo que é seu. Oxum faz as mulheres estéreis em represália aos homens Logo que o mundo foi criado, todos os orixás vieram para a terra, e começaram a tomar decisões e dividir encargos entre eles, Em conciliábulos nos quais somente os homens podiam participar. Oxum não se conformava com essa situação. Ressentida pela exclusão, ela vingou-se dos orixás masculinos. Condenou todas as mulheres à esterilidade, De sorte que qualquer iniciativa masculina No sentido da fertilidade era fadada ao fracasso. Por isso, os homens foram consultar Olorum. Estavam muito alarmados e não sabiam o que fazer Sem filhos pára criar nem herdeiros para quem deixar suas posses, sem novos braços para criar novas riquezas e fazer as guerras e sem descendentes para não deixar morrer suas memórias. Olorum soube, então, que Oxum fora excluída das reuniões. Ele aconselhou os orixás a convidá-la, e ás outras mulheres, Pois sem Oxum e seu poder sobre a fecundidade nada poderia ir adiante... Iemanjá afoga seus amantes no mar. Iemanjá é dona de rara beleza E, como tal, mulher caprichosa e de apetites extravagantes. Certa vez saiu de sua morada nas profundezas do mar E veio à terra em busca do prazer da carne. Encontrou um pescador jovem e bonito E o levou para seu líquido leito de amor. Seus corpos conheceram todas as delícias do encontro, Mas o pescador era apenas um humano E morreu afogado nos braços da amante. Quando amanheceu, Iemanjá devolveu o corpo à praia. E assim acontece sempre, toda noite, Quando Iemanjá Conlá se encanta com os pescadores Que saem em seus barcos e jangadas para trabalhar. Ela leva o escolhido para o fundo do mar e se deixa possuir E depois o traz de novo, sem vida, para areia. As noivas e as esposas correm cedo para praia Esperando pela volta de seus homens que foram para o mar, Implorando a Iemanjá que os deixe voltar vivos. Flores, espelhos e perfumes, Para que Iemanjá mande sempre muitos peixes e deixe viver os pescadores. Iemanjá Ataramagbá . Iemanjá era filha de Olokum, a deusa do mar. Em Ifé, ela tornou-se a esposa de Olofin-Odudua, Com qual teve dez filhos. Estas crianças receberam nomes simbólicos e todos tornaram-se orixás Um deles foi chamado Oxumaré, o arco-íris, “aquele-que-se-desloca-com-a-chuva-e-revela-seus-segredos”. De tanto amamentar seus filhos, os seios de Iemanjá tornaram-se imensos. Cansada da sua estadia em Ifé, Iemanjá fugiu na direção do entardecer-da-terra, Como os iorubas designam o oeste, chegando a Abeokutá. Ao norte de Abeukutá, vivia Okere, rei de Xaki Iemanjá continuava muito bonita . Okerê desejou-a e propôs –lhe casamento. Iemanjá aceitou mas, impondo uma condição, disse-lhe: “jamais você ridicularizará da imensidão dos meus seios”. Okerê , gentil e polido, tratara Iemanjá com consideração e respeito. Mas, um dia, ele bebeu vinho de palma em excesso. Voltou pra casa bêbado e titubeante. Ele não sabia mais o que fazia. Ele não sabia mais o que dizia. Tropeçando em Iemanjá, esta chamou-o de bêbado e imprestável. Okerê vexado, gritou: “Você com seus seios grandes e trêmulos! Iemanjá, ofendida, fugiu em disparada. Certa vez, antes do seu primeiro casamento, Iemanjá recebera de sua mãe Olokum, Uma garrafa contendo uma poção mágica pois, dissera-lhe esta: Em caso de necessidade , quebre a garrafa , jogando-a no chão. Em sua fuga, Iemanjá tropeçou e caiu. A garrafa quebrou-se e dela nasceu um rio As águas tumultuadas deste rio levaram Iemanjá em direção ao oceano, Residência de sua mãe Olokum Okerê, contrariado, queria impedir a fuga de sua mulher Querendo barrar-lhe o caminho, ele transformou-se numa colina, Chamada ainda hoje Okerê, e colocou-se no seu caminho. Iemanjá quis passar pela direita, Okerê deslocou-se para direita Iemanjá quis passar pela esquerda, Okerê deslocou-se para esquerda. Iemanjá, vendo assim bloqueado seu caminho para a casa materna, Chamou Xangô, o mais poderoso dos seus filhos. Kawo kabiyesi Sango, Kawo kabiyesi Obá Kossô! “saudemos o Rei Xangô, saudemos o rei de Kossô! Xangô veio com dignidade e seguro do seu poder. Ele pediu uma oferenda de um carneiro e quatro galos, Um prato de “amalá”, preparado com farinha de inhame, E um prato de “gbeguiri” feito com feijão e cebola. E declarou que no dia seguinte, Iemanjá encontraria por onde passar Nesse dia, Xangô desfez todos os nós que prendiam as amarras da chuva. Começaram a aparecer nuvens dos lados da manhã e da tarde do dia. Começaram a aparecer nuvens da direita e da esquerda do dia. Quando todas elas estavam reunidas, chegou Xangô com seu raio. Ouviu-se então: kakara rá rá ra´... Ele havia lançado seus raios sobre a colina de Okerê. Ela abriu-se em duas e... suichchch.. Iemanjá foi-se para o mar de sua mãe Olokum. Aí ficou e recusa-se, desde então a voltar em terra seus filhos chama-se e saúdam-na: “Odo Iya, a Mãe do rio, ela não volta mais. Iemanjá, a rainha das águas, que usa roupas coberta de pérolas. Ela tem filhos no mundo inteiro. Iemanjá está em todo lugar aonde o mar vem bater-se com suas ondas espumantes. Seus filhos fazem oferendas para acalma-la. Odô Iyá, Yemanjá , Ataramagbá Ajejê lodo! Ajejê nilê! “Mãe das águas, Iemanjá, que estendeu-se ao longe na amplidão. Paz nas águas! Paz na casa! Xangô e suas esposas transformam-se em orixás Xangô era um rei muito poderoso. Vivia com suas esposas Iansã, Oxum e Obá Sempre preocupado em fazer a guerra, Estava à procura de uma nova magia para derrotar os inimigos. Um dia, pensando ter descoberto finalmente Uma fórmula muito poderosa, Xangô subiu numa colina e lançou seu experimento. Era o raio, que maravilha, que poder! Mas foi muito grande sua decepção. Com rumor terrível, a invenção precipitou-se sobre seu palácio e o destruiu. Incendiando também a cidade e matando grande parte de seus súditos. Desesperado, Xangô fugiu para terra dos vizinhos tapas, seguido por Iansã. Refugiou-se depois na cidade de Cossô. Mas a dor não o deixava em paz. Não suportando maia tristeza que sentia pelo ato impensado, Xangô bateu fortemente os pés no chão, desaparecendo terra adentro.Foi para o Orum. Iansã o acompanhou e fez o mesmo na cidade de Irá, sendo seguida por Oxum e Obá Xangô vence Ogum na Pedreira Xangô e Ogum sempre lutaram entre si, Ora disputando o amor da mãe, Iemanjá, Ora disputando o amor da amada, Oxum, Ora disputando o amor da companheira, Iansã. Lutaram no começo do mundo e ainda lutam agora. Ogum usa da sua força física e das armas que fabrica, Xangô usa da estratégia e da magia. Ambos são guerreiros temidos. Mas só uma vez Xangô venceu Ogum na luta. Numa disputa que travaram por Iansã, Ora a batalha pendia para um lado, Ora pendia para o outro. Ninguém conseguia prever o final, Ninguém podia apostar quem seria o vencedor. Foi então que Xangô apelou para a astúcia, Como é do seu feitio numa hora dessa. Conduziu a batalha como quem se retirava E, sem que Ogum percebesse, Xangô o atraiu para a pedreira. Foi então que Xangô apelou para a magia. Quando Ogum estava bem no pé da montanha de pedra, Xangô lançou seu machado Oxé de fazer raio E um grande estrondo se ouviu. Com o trovão veio abaixo uma avalanche de pedras E as pedras soterraram o desprevenido Ogum. Xangô vencera Ogum na pedreira, Que desde então foi considerada, elemento de Xangô. Xangô venceu Ogum naquele dia, Única vez que alguém venceu Ogum. Mas esses dois filhos de Iemanjá seguem lutando ainda, Ora disputando o amor da mãe, Iemanjá, Ora disputando o amor da amada, Oxum, Ora disputando o amor da companheira, Iansã. Xangô mata o monstro e lança chamas pela boca Certa vez, em Tácua, apareceu um animal feroz, Que estava devorando os homens e as mulheres do lugar. Devorava velhos, adultos e crianças. O pavor se espalhou E a noticia chegou aos ouvidos de Xangô. Xangô foi de Mina a Tácua para matar o animal. O animal era um ser monstruoso, terrível criatura, Que ninguém conseguia vencer. Quando viram Xangô chegar, lhe perguntaram: “Para que vieste? Para perder a vida?”. Ao que Xangô respondeu: “Eu vim para acabar com este monstro” O ser monstruoso rugia e toda a terra tremia. Ele devorava homens e mulheres. Xangô não quis soldados para vencer o animal. Só, e no corpo-a-corpo, Xangô lutou e matou o monstro. Xangô vitorioso estava feliz. Xangô cantava e dançava de contentamento. Xangô, Iansã, Ogum Iemanjá, oxum e Oxossi já haviam retornado para o orum. Tudo fazia parte do plano do supremo. Os homens e as mulheres então, passaram a dar muito mais valor às orientações dadas pelos seus próprios ancestrais, que eram feitas de forma direta e incisiva, o que representava uma segurança maior em relação, àquelas recebidas tanto no culto de Ifá , quanto dos Orixás , que dependiam da interpretação das mensagens transmitidas por meio dos búzios , opelê ou ikins, o que ensejava a possibilidade de erro ou manipulação por parte dos advinhos. O plano de Olorum estava sendo cumprido exatamente como havia sido elaborado. A terra era dos homens e das mulheres e deveria ser governada por eles. Os orixás haviam cumprido seus papeis com perfeição. Restava-lhes agora, retornar á sua origem o Orun, de onde deviam continuar a exercer controle sobre todos os elementos que lhes haviam sido confiados por Odudua. A raça humana, a essa altura, já se havia espalhado por toda a face da terra. Na medida em que se estabeleciam em diferentes territórios, adquiriam características diferentes pela influência do clima e dos novos hábitos alimentares e, depois de alguns milhares de anos, os homens que, na sua origem, possuíam todos a pele negra, foram mudando de cor. Aqueles que se estabeleceram em regiões demasiadamente frias, embranqueceram, seus olhos tornaram-se esverdeados ou azulados, seus cabelos ficaram lisos e adquiriram uma tonalidade amarelada. Outros, que se estabeleceram no Oriente, perdendo a cor original ficaram amarelos, seus olhos ficaram espremidos pelas próprias pálpebras, e seus cabelos, apesar de continuarem negros, ficaram lisos. Outros mais que, desafiando as águas do Oceano, atingiram as terras que ficavam além do reino de Olokum, passaram a prestar culto ao Deus - Sol, por isto suas pelos ficaram avermelhadas como casca do romã. Formaram agora quatro raças distintas; A negra, a branca, a amarela e a vermelha, e cada uma se achava superior as outras. Era costume, na época as incursões a territórios vizinhos com a intenção única de capturar escravos. Este costume, desenvolvido tanto pelos fons, quanto pelos nagôs, viria, muito mais tarde, a ser pago de uma forma muito trágica. Alguns grupos que embranqueceram molestaram grandes grupos de negros e demonizaram suas crenças nos Orixás. Tribos e mais tribos foram escravizas e levadas para países distantes. Longe de suas terras, de sua gente, de sua identidade de sua a dignidade. Muitos foram mortos por suas crenças e forma de ver o mundo; Outros para sobreviveram em muitos lugares, para cultuar seus orixás, tiveram que fingir que cultuavam deuses e santos de outras religiões. Autoria: Desconhecida.

Fonte: www.ciadejovensgriots.org.br

A CAÇADA

Quadro: "A caçada". (Abril 2008) Baseado nas ilustrações: Luciana Justiniani Este é o meu último quadro , o qual intitulei de "A CAÇADA". Esse quadro também poderia ser facilmente chamado de "O Baobá". Notem que esse quadro traz esse gênero de árvore, um dos símbolos que mais caracterizam a África. Essa grande e maravilhosa árvore!!!
Particularmente, sinto uma grande adoração por esse exemplar (raríssimo no Brasil, cerca de 20 existem, trazidas por sacerdotes africanos). Na maioria das minhas obras tentei retrata- la, chegando a passar por um evolução visível. Este quadro acima é a minha cópia mais fiel. Claro !!! De acordo com o meu estilo de pintura que passa por modelo figurativo ou conotativo.
Poderia até arricar a dizer, que essa é uma árvore sagrada.
COMPARANDO....

  • Nome: Baobás, embondeiros, imbondeiros ou calabaceiras (Adansonia)
  • nativas da ilha de Madagascar (o maior centro de diversidade, com seis espécies), do continente africano e da Austrália.
  • Alcançam alturas entre de 5 a 25 m de altura.
  • E até 7 m no diâmetro do tronco.
  • O baobá é a árvore nacional de Madagascar e o emblema nacional do Senegal.
  • No brasil as árvores foram plantadas pelos escravos vindos da àfrica.
  • Seu tronco é tão grosso que para abraçá-lo só com cerca de 20 pessoas.
  • É considerada sagrada pelos povos da África e da Oceania, pois é a "árvore da vida", podendo atingir até mil anos ou mais de existência.
  • É chamada de "árvore mãe", pois através dela consegue-se alimento, água, roupas, éria-prima para construção de cabanas, cola, remédios, abrigo, colares e até doces para crianças.
  • No Brasil: Pernambuco (16), Rio grande do Norte, Rio de Janeiro e Ceará.
  • No candomblé é considerada uma árvore sagrada (ossê, em iorubá e akpassatin, em fon), e nunca deve ser cortada ou arrancada.
BAOBÁ "A ÁRVORE DO ESQUECIMENTO"

(Quero compartilhar essa estória que achei por aí, na internet...)

O sol se esconde entre as nuvens e sentas sob a sombra da tua árvore predileta, enquanto a tarde já vai adiantada. Os campos verdes são infinitos e, parecem, mas não acabam no horizonte. Passaste a manhã arando a terra, preparando-a para a semeadura do dia seguinte, cansado observas ao redor e desfrutas da sombra generosa daquela velha árvore tão conhecida, tão amada. Teus filhos te esperam para continuar o trabalho, são muitos, podes ouvi-los ao longe, suas vozes, num uníssono, reverenciam a mãe terra num canto forte e ritmado. De repente, estranhos invadem tua terra e armados anunciam, que a partir daquele momento, tu e teus filhos serão escravos e partirão ao raiar do dia num navio, para uma terra desconhecida, de onde não mais voltarão. Tentas fugir, mas é inútil, prendem-te e vão ao encalço dos teus filhos. Olhos negros entreolham-se tristes, incrédulos e voltam-se para o chão, cabisbaixos, mãos amarradas, humilhados. Olhos negros procuram o velho Baobá, sua robustez, sua sombra, sua proteção. É hora da despedida, de ir embora para não mais voltar… Pés descalços tocam a terra e dirigem-se à velha árvore, giram incansáveis em torno do seu robusto tronco… Giram, giram, sem parar, para esquecer da terra amada que talvez não mais vejam. Admiram a sua altivez para que fique marcada em seu espírito e se vão.

Fonte: http://ideiasdespedacadas.wordpress.com/2007/11/20/a-arvore-do-esquecimento/

UM CONTINENTE, MUITAS ÁFRICAS.

Roteriro com regiões, portos e etnias mais recorrentes no tráfico de escravos para o Brasil, presente na memória social e na massa de sangue de muitos Brasileiros. NAGÔ: Nação da África Ocidental que sob o nome Iorubá forma 21% da composição étnica da nigéria e 12% da República de Benin. GEGES ou JEJES: Negros Oriundos do reino do Daomé, os daoméanos. AJUDÁ ou UIDÁ: Porto da região de mesmo nome situada a leste do antigo reino do Daomé. Pertence atualmente à República de Benin. EFON: referência ao reinado Fon de daomé. Os Fons correspondem a 39% da composição étnica da atual república de Benin. EGBÁ: Natural país de mesmo nome loclizado no antigo reino do Daomé. FULANIL: Pertencente à aristocracia Fula surgida no século XVIII no estado islâmico de futa Jalom. GOLFO DE BENIN ou COSTA DOS ESCRAVOS: região que compreende o litoral da Costa do Marfim até a Nigéria, no oeste da África. GRAM ou POPO GRANDE: Porto ao leste da Costa do Daomé. HAUSSÁS ou AUÇÁS: Formam atualmente 23% da composição étnica da Nigéria. JEBU ou IJEBU: País dos Jebus localizado a leste de Lagos, no antigo reino Iorubá. LAGOS: Cidade portuária que fazia parte do ciclo do tráfico do golfo de Benin, em Lagos, antiga Onim. Atualmente, a cidade pertence a Nigéria. LUANDA : Atual capital da República da Angola. ONIM: O reino de Onim é a antiga denominação da região dos Lagos, atualmente NIGÉRIA. PALMA: Porto localizado no país dos jebus. PETI POMO ou POPO PEQUENO: Porto localizado na costa de Daomé. PORTO NOVO: Atual cidade de Porto novo, na republica do Benin.

Fonte: ARAÚJO, U.C. Revista Nossa História. Ano1 n. 3. Janeiro 2004.

PINTANDO O SETE...

ALDEIA ( Quadro pintado em Novembro de 2007) Inspirado nas ilustrações de: Graça Lima. ALDEIA (ÁFRICA)
ERÊS (quadro pintado em Novembro 2007)
Inspirado nas ilustrções de:Véronique Tadjo
ERÊS (ÁFRICA) FONTE: http:// http://%20www.aquazenia.worpress.com/
Ibeji (Erê)

Ibeji é o Orixá-Criança, em realidade, duas divindades gêmeas infantis, ligadas a todos os orixás e seres humanos. Por serem gémeos, são associados ao princípio da dualidade; por serem crianças, são ligados a tudo que se inicia e nasce: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas, etc. Ibeji na nação Ketu, ou Vunji nas nações Angola e Congo. É o Orixá Erê, ou seja, o Orixá criança. É a divindade da brincadeira, da alegria; a sua regência está ligada à infância. Ibeji está presente em todos os rituais do Candomblé pois, assim como Exú, se não for bem cuidado, pode atrapalhar os trabalhos com as suas brincadeiras infantis, desvirtuando a concentração dos membros de uma Casa de Santo. É o Orixá que rege a alegria, a inocência, a ingenuidade da criança. A sua determinação é tomar conta do bebé até à adolescência, independentemente do Orixá que a criança carrega. Ibeji é tudo o que existe de bom, belo e puro; uma criança pode-nos mostrar o seu sorriso, a sua alegria, a sua felicidade, o seu falar, os seus olhos brilhantes. Na natureza, a beleza do canto dos pássaros, nas evoluções durante o voo das aves, na beleza e perfume das flores. A criança que temos dentro de nós, as recordações da infância. Tudo aquilo de bom que nos aconteceu na nossa infância, foi regido, gerado e administrado por Ibeji. Portanto, Ibeji já viveu todas as felicidades e travessuras que todos nós, seres humanos, vivemos.A lenda e a história de Ibeji, acontece a cada momento feliz de uma criança. Ao menos para manter vivo este importante Orixá, procure dar felicidade a uma criança. Faça você mesmo o encantamento de Ibeji. É fácil: faça gerar dentro de si a felicidade de estar vivo. Transmita esta felicidade, contagie o seu próximo com ela. Encante Ibeji com a magia do sorriso, com o amor de uma criança. Fonte: http://%20contoscrioulos.blogspot.com/2007/03/ibeji-er.html

SEMINÁRIO EM COMEMORAÇÃO AOS 100 ANOS DA UMBANDA.

FOTOS DO SEMINÁRIO EM COMEMORAÇÃO AOS CEM ANOS DA UMBANDA. SEMINÁRIO ESTE QUE ACONTECEU DE 23/03 A 27/03 NA CAPELA ECUMÊNICA DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UERJ). PENA EU NÃO TER LEVADO A MINHA CAMERA PARA DOCUMENTAR TODO O EVENTO. ESTE FOI MUITO INTERESSANTE E CONTOU COM A PRESENÇA DE MUITA GENTE IMPORTANTE E LEGAL, QUE VEIO PRA TRAZER NOVIDADES E INFORMAÇÕES IMPORTANTES (NÃO TÃO NOVAS). FOI UM ENCONTRO MEMORÁVEL....
IMPORTANTE:
A Lei nº 5200 de 11 de março de 2008. institui o dia 15 DE NOVEMBRO:
DIA DA UMBANDA E DO UMBANDISTA. (Dep. Gilberto Palmares)
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