A CAÇADA

Quadro: "A caçada". (Abril 2008) Baseado nas ilustrações: Luciana Justiniani Este é o meu último quadro , o qual intitulei de "A CAÇADA". Esse quadro também poderia ser facilmente chamado de "O Baobá". Notem que esse quadro traz esse gênero de árvore, um dos símbolos que mais caracterizam a África. Essa grande e maravilhosa árvore!!!
Particularmente, sinto uma grande adoração por esse exemplar (raríssimo no Brasil, cerca de 20 existem, trazidas por sacerdotes africanos). Na maioria das minhas obras tentei retrata- la, chegando a passar por um evolução visível. Este quadro acima é a minha cópia mais fiel. Claro !!! De acordo com o meu estilo de pintura que passa por modelo figurativo ou conotativo.
Poderia até arricar a dizer, que essa é uma árvore sagrada.
COMPARANDO....

  • Nome: Baobás, embondeiros, imbondeiros ou calabaceiras (Adansonia)
  • nativas da ilha de Madagascar (o maior centro de diversidade, com seis espécies), do continente africano e da Austrália.
  • Alcançam alturas entre de 5 a 25 m de altura.
  • E até 7 m no diâmetro do tronco.
  • O baobá é a árvore nacional de Madagascar e o emblema nacional do Senegal.
  • No brasil as árvores foram plantadas pelos escravos vindos da àfrica.
  • Seu tronco é tão grosso que para abraçá-lo só com cerca de 20 pessoas.
  • É considerada sagrada pelos povos da África e da Oceania, pois é a "árvore da vida", podendo atingir até mil anos ou mais de existência.
  • É chamada de "árvore mãe", pois através dela consegue-se alimento, água, roupas, éria-prima para construção de cabanas, cola, remédios, abrigo, colares e até doces para crianças.
  • No Brasil: Pernambuco (16), Rio grande do Norte, Rio de Janeiro e Ceará.
  • No candomblé é considerada uma árvore sagrada (ossê, em iorubá e akpassatin, em fon), e nunca deve ser cortada ou arrancada.
BAOBÁ "A ÁRVORE DO ESQUECIMENTO"

(Quero compartilhar essa estória que achei por aí, na internet...)

O sol se esconde entre as nuvens e sentas sob a sombra da tua árvore predileta, enquanto a tarde já vai adiantada. Os campos verdes são infinitos e, parecem, mas não acabam no horizonte. Passaste a manhã arando a terra, preparando-a para a semeadura do dia seguinte, cansado observas ao redor e desfrutas da sombra generosa daquela velha árvore tão conhecida, tão amada. Teus filhos te esperam para continuar o trabalho, são muitos, podes ouvi-los ao longe, suas vozes, num uníssono, reverenciam a mãe terra num canto forte e ritmado. De repente, estranhos invadem tua terra e armados anunciam, que a partir daquele momento, tu e teus filhos serão escravos e partirão ao raiar do dia num navio, para uma terra desconhecida, de onde não mais voltarão. Tentas fugir, mas é inútil, prendem-te e vão ao encalço dos teus filhos. Olhos negros entreolham-se tristes, incrédulos e voltam-se para o chão, cabisbaixos, mãos amarradas, humilhados. Olhos negros procuram o velho Baobá, sua robustez, sua sombra, sua proteção. É hora da despedida, de ir embora para não mais voltar… Pés descalços tocam a terra e dirigem-se à velha árvore, giram incansáveis em torno do seu robusto tronco… Giram, giram, sem parar, para esquecer da terra amada que talvez não mais vejam. Admiram a sua altivez para que fique marcada em seu espírito e se vão.

Fonte: http://ideiasdespedacadas.wordpress.com/2007/11/20/a-arvore-do-esquecimento/